Overview:

Como vocês sabem, o sucesso deixa pistas.

E no caso do The Diary of a CEO não seria diferente.

Existe uma genialidade por trás do produto do Steven Bartlett (criador do DOAC)
que permitiu ele entrar num mercado que já tinha um GOAT ( Joe Rogan) e
conseguir criar um fenômeno mundial.

É essa genialidade que vamos decodificar!

Nós acreditamos que uma ideia boa que você "roubar”, pode te gerar milhões
de reais quando executada — nosso trabalho aqui é te entregar as melhores delas.

Por que The Diary of a CEO precisa ser estudado?

Como vocês sabem, o sucesso deixa pistas.

E no caso do The Diary of a CEO não seria diferente.

Existe uma genialidade por trás do produto do Steven Bartlett (criador do DOAC)
que permitiu ele entrar num mercado que já tinha um GOAT ( Joe Rogan) e
conseguir criar um fenômeno mundial.

É essa genialidade que vamos decodificar!

Nós acreditamos que uma ideia boa que você "roubar”, pode te gerar milhões
de reais quando executada — nosso trabalho aqui é te entregar as melhores delas.

O que você vai conseguir aplicando esse case?

  1. Criar um funil de conteúdo inteligente que te permite postar em todas as
    redes com menos esforço.

  2. Otimizar seu canal no YouTube para aumentar a performance (views/subs)

  3. Criar um produto que se destaca num mercado ultra-competitivo
    (aka. como sufocar seus competidores)

O podcast foi fundado no Reino Unido por Steven Bartlett, um dos
empreendedores e investidores mais bem sucedidos da geração do país.

A proposta de valor do podcast é simples: entrevistar especialistas,
pensadores e realizadores bem sucedidos em busca de insights para
melhorar a vida da audiência.

Falando assim parece qualquer podcast motivacional que existe - mas como
ele conseguiu resultados tão expressivos?

Execução > Ideia.

A forma que Steven foi capaz de executar tal proposta de valor foi muito
superior que todos os concorrentes, inclusive concorrentes de alta qualidade
como Chris Williamson (modern wisdom - também do Reino Unido)

A tese

A forma mais simples de explicar é “juros compostos”.

Ou seja, a melhor forma de vencer a competição, não é uma mudança gigante, mas um conjunto de micro-otimizações e pequenas inovações, que ao decorrer do tempo, criam um grande “gap” entre você e os concorrentes.

A mentalidade do time DOAC em enxergar o podcast como um PRODUTO e se preocuparem com “product design” é visível e muito mais forte que a média que vemos no mercado.

Todos poderiam fazer o que ele faz? Talvez.

Mas só ele fez.

Muitas pequenas inovações > Uma única grande inovação.

Muitas pequenas otimizações > Uma grande otimização.

Engenharia reversa

Durante essa engenharia reversa você vai descobrir todas as ideias e estratégias que nós do Breakdown roubaríamos se estivéssemos construindo um podcast ou buscando formas de melhorar nossos produtos.

Otimizações de conteúdo.

Os famosos trailers do DOAC - fazer clicar, fazer assistir.

O mercado de conteúdo, principalmente no YouTube é super competitivo.

Sua primeira missão como criador é ver a página do YouTube como uma gôndola de supermercado. Cada embalagem de produto é um competidor seu, lutando pelo dinheiro (atenção) do seu público alvo.

Seu produto (seja um podcast ou vídeo) precisa atrair os olhos do cliente e fazê-lo tomar a decisão de compra.

Essa é a primeira grande luta do DOAC com os competidores - e esse entendimento fez com que o Steven e sua equipe criassem diversas pequenas soluções que aumentam as chances deles suplantarem competidores nessa fase.

Você já deve ter assistido algum trailer do Diary of a CEO, ou algum trailer que foi inspirado nele.

Cenas retiradas do episódio "Ray Dalio: We’re Heading Into Very, Very Dark Times!"

São trailers de 1:30 a 2:00 minutos de duração que, muitas pessoas acreditavam que era apenas para eles poderem divulgar nas redes sociais.

Mas isso não é 100% verdade.

Claro, o trailer cria branding? sim.

Aumenta as chances do convidado querer postar no próprio perfil? sim.

Mas tem uma vantagem ainda maior durante a competição pela atenção dentro do YouTube - que é o ponto-chave.

Os primeiros 10 a 30 segundos de um vídeo no youtube são os mais importantes após a “capa + título”. Por que? é onde a pessoa decide se vai valer o tempo dela não - inclusive, antes de clicar.

Reparem:

Se você deixa seu mouse por cima de um vídeo no youtube, antes de clicar, começa o “autoplay”. Ou seja, o vídeo começa a rodar sozinho.

Podcasts como o Flow deixam um logo rodando por um grande tempo, ou apenas o Igor (apresentador) falando no início.

Mostrando dois competidores do DOAC nós podemos ver que existia um gap no mercado - nenhum dos concorrentes estavam otimizando o podcast para geração de cliques além da capa + título.

Steven viu isso e preencheu o gap.

Agora, se ele era menos famoso que os outros, menos focado em entretenimento, ou seja, tinha tendência de ter menos cliques, ele criou uma solução que aumentava suas chances de conversão de audiência.

Ainda falando de otimizações, teve outras duas micro-melhorias que ele utilizou para aumentar a retenção do conteúdo.

Timeline + Inserts:

Uma das inovações do DOAC foi colocar uma pequena timeline de promessa nos episódios, com foco em gerar curiosidade e aumentar a retenção do episódio.

Pensa comigo, se eu não sei o que está vindo, como posso ficar curioso para saber a resposta?

Outra pequena inovação que faz toda a diferença, não como você imagina, é essa aqui:

Steven aproveita que seu podcast é gravado e coloca edição nele.

Anotações, notas da comunidade, imagens, vídeos e etc.

Mas existe uma vantagem em termos de “otimização de conteúdo” interessantíssima aqui, principalmente para o YouTube.

A grande sacada está na timeline.

Se o papo está “te perdendo” ou se você está impaciente, uma das primeiras coisas que fazemos é ver se mais para frente tem algum ponto de interesse.

Com inserts e imagens, ao passarmos com o mouse por cima do episódio, vemos de longe, quais podem ser novos pontos de interesse que não veríamos antes sem assistir o vídeo.

Ou seja, um podcast normal, não importa onde você jogar o mouse, sempre vai ser: 1) a face do apresentador ou; 2) a face do entrevistado;

No DOAC temos o 3) visuals marcando o assunto.

Estímulos

A preocupação com estímulos (também absorvida do Mr.Beast) é um ponto crucial.

Estímulos são qualquer imagem, corte, interjeição ou recurso que você utiliza para dar ritmo no seu vídeo e manter a pessoa engajada (cortes, movimentos de câmeras, mudanças de cenários, assim por diante)

Vamos observar a diferença entre as câmeras/estímulos do flow:

Aqui notamos que possuímos 3 câmeras - a do convidado, a do Igor e a geral.

Isso determina quantos cortes são possíveis no programa.

Já ao observarmos o DOAC, olhe a quantidade de angulações/enquadramentos possíveis.

O entrevistado tem uma câmera mais aberta e outra mais fechada, permitindo ESTÍMULOS mesmo quando ele está falando por muito tempo.

Também existem múltiplas câmeras no próprio Steven, além dos inserts e imagens que são colocadas durante o conteúdo.

Pode parecer pouco, uma bobeira.

Mas some cada uma dessas ideias na execução do podcast.

Elas são vantagens competitivas, pois estão alinhadas estrategicamente com o que o YouTube considera “otimização” e porque seus competidores não utilizam.

E podemos somar mais “pequenas-melhorias” nesse caldeirão.

Cenário modular:

Podcasts como Joe Rogan, Flow e outros precisam que o convidado vá até eles para produzir o episódio - isso dá comodidade, mas reduz liberdade/velocidade.

Steven e seu time criaram um cenário móvel que imita o seu de Londres (base do DOAC), o que permite eles rodarem as grandes cidades “hub” do mundo atrás dos convidados que eles querem:

Los Angeles, NYC, Austin, não importa.

Eles conseguem manter a mesma qualidade e o mesmo cenário, o que fortalece o Branding e não gera desconforto na audiência, pois mantém a “familiaridade”.

Ps: essa “estante” da foto é uma impressão da estante dele de Londres, mas nessa gravação, eles estavam em L.A.

Content on content

Uma tese muito “antiga” no mundo digital é o content on content - que significa fazer com que um único conteúdo, gere centenas de outros.

Por exemplo, cortes de podcasts que vão para outras redes é “content on content” pois você não precisou produzir nada novo.

Isso é bom porque é mais resultado, sem precisar de mais esforço.

Otimizar o content on content é fundamental, e ninguém fez isso de forma tão estratégica quanto o DOAC.

Vamos analisar.

Sim, ele tem os trailers que vão para todas as redes, e os cortes padrões que todo podcast tem - mas ele foi além.

“Se eu já entrevisto grandes CEOs, por que não transformar isso numa newsletter?”

100ceos é uma newsletter do DOAC, onde ele apenas faz uma pergunta a mais para o entrevistado, focado em quem vai receber essa newsletter.

O convidado já estaria com ele, já estaria respondendo perguntas - mas sem essa newsletter ele não captaria e-mails.

Uma nova mídia, sem um novo esforço.

E foi assim também com o livro.

“Que tal colocar nosso podcast em todas as livrarias do mundo?”

Bastou ele agrupar todos os insights - não precisou pensar em teorias novas, histórias novas ou coisas do tipo. Apenas pegar o que já existia e consolidar em outra mídia.

Por último, talvez o único que dê um trabalho a mais, mas gira dentro do content on content, é o canal de bastidores dele.

O tempo que já existia e que não ia para mídia - entre os podcasts - agora são reaproveitados e transformados em conteúdo para a base mais engajada e apaixonada.

Sem precisar criar nenhuma tese nova - só apontar a câmera para os momentos onde ela estaria desligada.

Para finalizar, o DOAC definiu como uma das principais métricas a quantidade de inscritos do canal.

Mas em vez de falar apenas uma frase padrão como “não esqueça de se inscrever no canal” como todos fazem, durante os primeiros anos do podcast ele apelava para o egoísmo da própria audiência.

O que é um gatilho fenomenal.

A frase era “quanto mais inscritos tivermos, melhor a quantidade de convidados que conseguiremos trazer”.

Não é mais sobre o sucesso do DOAC, é sobre a qualidade dos convidados que a audiência que ver lá.

Ps: Hoje em dia, já estão muito grandes para usar tal frase, por isso, foi substituída por “64% dos viewers não percebem que não estão inscritos no canal”.

Extras!

Ainda falando sobre a mentalidade de otimizações, essa é uma das minhas favoritas.

Eles queriam uma solução onde Steven pudesse marcar as coisas mais interessantes das falas do convidado para seu time conseguir pegar depois, porém, de uma forma que não distraísse e cortasse o “flow” da conversa.

A solução foi deixar o áudio gravando em um app e colocar um pad embaixo da mesa que com um clique faz um highlight na frase que passou - instantaneamente - sem ele precisar abaixar a cabeça.

Conclusão

Trailer, autoplay, estímulos, câmeras e ângulos, inserts, content on content, highlights automáticos, CTA comportamental de inscrição, cenário modular, timeline, livro, newsletter…

Se você somar cada uma dessas pequenas inovações feitas pelo DOAC em comparação com os concorrentes, é impossível acreditar que não fazem diferença.

A diferença entre o campeão e o segundo lugar são os detalhes. É na capacidade de execução do detalhe onde a gente se destaca ou some.

Aquilo que seu concorrente não faz, é sua grande oportunidade de construir vantagens competitivas.

Esperamos que esse Breakdown seja uma inspiração e um guia para você construir gaps assim também no seu produto, conteúdo ou marca.

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